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Aqui a poesia é amadora. A música e a fotografia, amadoras. Tudo dentro deste peito é amador.

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Nomes

Algumas pessoas escrevem para que outras se encontrem. 
Eu, para que se percam. 
O que faço é uma espécie de incentivo à meditação sobre as formigas.
Se elas não dormem porque têm antenas, por exemplo. 
E de como fotógrafos e loucos preferem a lua refletida nas costas de um sapo, do que no céu.
No máximo, abro debates sobre a etimologia da palavra silêncio, mas o das árvores.









Fotografia | Robertus Agung Sudiatmokos



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Doar Doer



Toda beleza já nasce um pouco triste. - É tão bonito que dói... 

Eu levo meus olhos a passear estas tristezas. E é tanta, tanta comoção, que eu doo. E não sou triste. 









Autor da fotografia não identificado














domingo, 2 de dezembro de 2012

Tempo


"Velhinhos são crianças de novo. Só que a imaginação já aconteceu."













Fotografia | Frederico Motta


sábado, 10 de novembro de 2012

Outro poeminha do contra





Isso aqui em mim, amor não é.

É mais como se fosse eu 
conversando ou sorrindo ou 
cantando para as flores.
Ou desenhando, caprichadamente,
a primeira letra do teu nome. 

Mas amor amor mesmo, não é.



















Fotografia | Mariana Gouveia




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Casulo






Um dia ainda vou-me embora morar dentro duma flor.






Fotografia | Ziris


sábado, 3 de novembro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

Roman-ce



"Eu nasci assim. Para viver no mato. Admirar os pássaros. Perdoar os atrasos. Nasci. Assim, para não combinar, para esquecer e mais tarde lembrar..."






Fotografia e poesia | Ziris







 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Am-iz-ade!




Li rios
Perfumados como Lírios
Vi íris
No meio de tantos olhinhos
Eu vi um par de Ziris.

[18h30min – 11.10.2012 - Magali Polida]



~º~


Nomes & cor de nomes

Tu, Zi, ris
Eu também ;-)

Lá brios
Lá bios sorriram
Quando a menina Zidna
Meus olhos viram.

[17h04min – 10.10.2012 - Magali Polida]






Versos e Fotografia | Magali Polida


~º~




Nota da homenageada e quem vos fala, in paráfrase: Am-iz-ade - Em sentido ammmmmmplo, é um relacionamento humanO, mas quem domina são as flores-meninas, do qual envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do al-truísmo. Muito alto.


Magali Polida, é daquelas moças que, eu gostaria de andar com ela dependuradinha numa correntinha, tal e qual um pingentinho.







In your heart. In you hands...




"Coração dele era uma gaiola trancada, cheia de pássaros dentro."






Fotografia | Juliana Fumero

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Reflexos



Primeiro jurei que ele era um príncipe. 
Não, jurei que era um sapo. 
Não, não. Desconfiei que fosse uma pedra. 

Mulheres são lagoas...





                               Fotografia | A ponte in 'Le Fabuleux Destin d´Amélie Poulain'




~ The End ~



domingo, 26 de agosto de 2012

Sem sair, entra vai e volta


"A poesia é bicho que às vezes rosna. Outras, lambe as feridas. Tem dia que late atrás das grades do portão. E tem dias até, que ela consegue sair…"















Fotografia |  Alejandro Oliveira





quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O dia em que Manoel de Barros foi ao asilo


Dez horas da manhã é cedo demais para uma história Dona Paulina? - Arrisquei, receosa de precisarmos voltar mais tarde, eu e o livro.

Mas os olhos dela se levantaram como um gato que salta ao encontro de uma coloridíssima borboleta, certo já, de que não a aprisionaria, senão apenas no reflexo de seu olhar. - Olhe, faz um frio, quem sabe tua história me esquente.
Sentei à sua frente, num banquinho mais anão. Ela, xale cobrindo as pernas, chá de cidreira, andou que foi só solidão. E solidão na idade dela, é saudade que se escora nas paredes do peito. O tempo já murcho, como a fina pele que lhe envolve os dedos e com afinco, volta e meia, seguram a agulha de croche, apesar do incomodo tremor. 
Eu disse - Gostas de poesia Dona Paulina? - Em um aceno desanimado de ombros, ela diz - que seja! - E então, gaguejo duas vezes antes de engrenar a leitura...



'Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases. Por exemplo:
— Imagens são palavras que nos faltaram.
— Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.
— Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!
Pensar é uma pedreira. Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo).
Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos,
retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras.'



Daí que Dona Paulina soltou a risada mais gostosa dos últimos tempos - Quár o nome dele fia? Do poeta? - Manoel! - respondi, alegre alegre. - Mas veja só! - E ria e ria, ela, toda ela. - Leia mais um vá.


E li, mais um e outro e outros. A todo tempo verificando o curioso semblante de Dona Paulina. Surpreso. Diria, encantado. E me despedi, mas não sem antes depositar o livro entre o xale amarelo em seu colo e suas mãos morninhas.









O livro: O guardador de águas



P.S. 1:  Infelizmente não tive a oportunidade de registrar Dona Paulina num click meu. Asilos são lugares onde se pisa silenciosamente, para não despertar tantas recordações.

P.S. 2:  Talvez, eu tenha conquistado uma nova amiga e se assim for, prometo voltar com um registro de sua terna 'aparição'. Por conta disto, anexei uma imagem, esta que veem, colhida no google e da qual não consegui decifrar o autor original, fico devendo.

P.S. 3:  De todas as coisas que já escrevi aqui, Manoel foi o responsável por, pelo menos 80%, ele me mudou. Ele mudou a solidão de Dona Paulina. Entendi o que é escrever, realmente, depois de tanto tempo.

P.S. 4: Termino, dividindo o nosso abraço com vocês, tão demorado... 



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Ela e a vidraça




E cada uma das gotas de chuva pousadas na vidraça contra a luz, perguntam ao dia do lado de fora, quando anoitecerão estrelas...





Fotografia | Heverton Plácido



sábado, 21 de julho de 2012

Tem alguém aí?


Silêncio... 


Algum silêncio, é tão mais alto quanto o abraço do sol no rosto de um preso.
Silêncio não é a falta de ruído mas é ele demais. 
E só o silêncio pode entender-se com outro silêncio. Um momento onde entrelaçamos uma canção que não nasceu para ser ouvida. E é dentro deste pequenino espaço, que acontece a maior comunicação do universo. 

Uma criança sozinha no pátio é um grande abalo. Um mendigo dormindo ao relento, um enorme estrondo que trinca o asfalto amigo. Um vaga-lume buzina sua engrenagem genética na escuridão,  um verde-som.
Tudo isso eu penso, enquanto troco os meus silêncios por uma porção de vislumbres. E ajeito o olhar junto às compensações diárias, antes de tomar coragem para contar minha rotina ao meu pai que, silencioso, medita um destino mais digno ao parafuso abandonado no chão à sua frente. Nós não nos ‘encontramos’ muito.  Eu poderia evaporar instantaneamente, não fosse entender que é bem ali, que eu esteja ganhando um grande momento junto dele.

As memórias gravadas rente as paredes são um profundo falatório. E como debatem-se. E como me chamam. O relógio torto na parede. A festa de há dois anos. A mesa posta pra um. A camisa dele que ficou faltando botão...  Que ficou. É ensurdecedor. Do fim para o começo, o amor é um grande silêncio que escrevo cada vez mais baixo. O silêncio me entende que nem. Arrisquei tantos pontos finais para terminar frases silenciosas que fiquei vírgula. Mas apenas, como ponto final que escorreu. E este é outro grande barulho.





Fotografia | Jim Herrington

Na foto, piano Starck que Jerry Lee Lewis ganhou de seus pais aos 10 anos de idade.



quinta-feira, 12 de julho de 2012

A Revanche Noturna


Vejamos...  


  10 metros (ou quantos conseguir) de tecido preto, cetim. 
 Linha de costura, preta. 
√ Agulha.
√ Tesoura.
 Dedal  (apenas para iniciantes)
 Fita métrica
√ Giz para desenhar moldes




        Psiiii... vou escrever baixinho porque tenho um plano, mas é secreto!  Consiste em costurar quantas capinhas eu conseguir e disfarçar todos os gatinhos pretos.  Afinal, quem teria coragem de cometer alguma maldade com o Batman?  




Como o disfarce do Super-Man, só que ao contrário, sabe?


Querido gato preto, não se esqueça, amanhã é sexta-feira 13. Cruzar com algum ignorante, dá azar! 




Meau.



P.S: A pouco tempo desta publicação, fui avisada sobre o uso de um trecho juntamente a fotografia anexada, em uma página do facebook, sem os créditos. Fui verificar, apenas. Nem exigi que a dona da página (que não vou mencionar) creditasse. Logo em seguida a postagem foi retirada por conta de um comentário que se referia a um possível mau trato ao gato na foto. Como se as patinhas tivessem sido amarradas para trás para o click. 

Quem me conhece ou apenas me acompanha sabe do meu respeito pelos animais e algumas pessoas sabem até mesmo, sobre meu trabalho de protetora junto à eles. Quantos, adotados por mim e quantos mais consegui que fossem adotados por outros. Eu jamais anexaria uma imagem que apoiasse uma situação destas. Mesmo assim, gostaria de explicar, porque respeito demais as visitas que recebo aqui no blog e porque mau trato é crime e o apoio à tal, também. Grave.
 Quem tem ou ama gatos sabe dos malabarismos que eles fazem ao se lamber e nesta foto fica CLARA que a situação foi esta. Ele se lambia, quando sua atenção foi chamada ao click. Uma amiga próxima, também protetora ainda fez a seguinte reflexão: gatos não são passivos. Jamais se deixariam amarrar e continuar olhando para a câmera. Estariam debatendo-se para se desvencilhar do 'laço'. Enfim, meus queridos que vem me ler, maus tratos é crime. Estou muito chateada com isso, mas aliviada com a explicação que deixo aqui.  Só gostaria com este P.S. , evitar que isto tomasse proporções maiores. Beijos em todos e perdoem-me o transtorno. 



Ziris





domingo, 8 de julho de 2012

Anáfora do beicinho

Nem lembro do teu sorriso. Nem lembro da tua voz ou teu olhar miudinho quando esta ao sol. A camisa perfumada e bem passada, nem lembro. 






Fotografia | Ziris

O namoro. Raj-ado e Láli.





sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sol | maior




Ele ajeita a caneta entre os dedos e eu fico música.



Fotografia | Mariana Gouveia

sábado, 23 de junho de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Z de Ziris

 Fotografia do longa: Le fabuleux destin d'Amélie Poulain



Por acaso contei-lhes sobre minha nova saga?

Pois bem, tenho feito isso, de vestir uma máscara de Zorro e sair pelas noites em longo negro, à procura de um bandido que deseje sinceramente ser preso.

Chego a desembainhar a espada algumas vezes e apontar a ponta sutil contra o pescoço suspeito. Mas o que tenho ouvido neste crucial momento? - EU SOU INOCENTE! - Por mil cavalos, a Ziris aqui tá com jeito de quem quer mais um inocente preso à barra da saia?

Penduro as botas?

Ou esta vida de Elena & Esperanza ainda me reservará um belo Tango Espanhol?



*.*






terça-feira, 12 de junho de 2012

Gato Realista ( uma ode à razão)

Este vestido 'Dulcinéia Del Toboso' não me serve mais! As traças, que até o ano passado se alimentaram de lembranças, devem tê-lo roído, porque já não me lembro de mais nada e falta pano aqui.

- Você engordou! - soltou o gato, agora já com ares Sancho Pancianos e pálpebras a meio palmo.

- Vai ficar aí palpitando e me assistindo performar o maior Tango da história realizado dentro de um vestido ou vai me ajudar com o zíper?

Que seja! Preciso conseguir me mover ao menos dentro da roupa. Opto por calça jeans e sapato baixo, mesmo inquirida pela expressão fashionista do bichano. Só quero levar meus olhos pelos caminhos, faz um dia lindo para registros de amor. Me recuso a assumir que ouvi um risinho de gato! Sorriu aquele que é castrado, tsc... Saio pisando duro.

No meu mundo andar de mãos dadas era a melhor carona, e vi os casais passando. E colhi o som das boas conversas que iam ficando para trás, registradas no vento. Lembrei-me de um amigo me dizendo:

- Você ama o amor! - colhi aquela frase que do tempo se despregou.

Na parada para o almoço e um café, uma prosa com o senhor alinhado da mesa ao lado sobre os planos de volta pra casa, palpitei um presente romântico para sua "patroa", companheira de 37 anos a fio. Colhi aquele momento com cuidado. O amor é um estado, não uma sensação? Preferi disfarçar fuçando alguns discos na loja mais adiante, enquanto ouvia o finalzinho de "wonderful tonight". Quando anoitecer, a coisa vai agravar um pouco, é verdade. Pensei em sorvete de flocos e um bom filme, ou, algumas provocações entre mim e o ser contrastante a quem, às vezes, chamo de meu gato. Sorrio antecipadamente. Passou.

Abro a porta de casa e "Sancho" me recebe entrelaçando seus carinhos pelos meus tornozelos.

- Esta se desculpando, "Sancho"? Eu também lhe devo algumas desculpas pela indelicadeza de ainda mais cedo. Solidão é uma estação não uma sensação?

Sorvete para mim, requeijão pra ele. É o mínimo. Apanho um "Spielberg" e ele mostra os dentes eriçando a linha dorsal. Que exagero. Woody Allen. Ele vence.

- Não dói sabe? Já tentei me fazer alcançar, mas eu sou longe, "Sancho".
- Você viaja. Estais a ver moinhos de vento demais. E meu nome é Tobias, a propósito. - lembrou-me o gato, realista, piscando um olho só.



Fotografia | Ziris

terça-feira, 22 de maio de 2012

Como se escreve amigo?



As brigas entre amigos são momentos onde eles espantam fantasmas juntos, para que no outro dia possam voltar a se habitar.


Fotografia | Mariana Gouveia





E... Feliz dia do abraço à todos!       _o_

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Rotina




Madrugada-manhã. 
Coisas do ar, passarinho, vaga-lume, cabeça de moça. 
Barulhinho do lápis deslizando no papel. 
Horizonte. Varal. Manoel, o de Barros. Cheiro de barro e grama. 
Gato. Cão. Pé descalço. Voz. Orquestra de grilo. 
Café. Caneca. Vento. Solidão.
Coleção de palavras. Coltrane. Fone. Perdão. Alma. Almofada. Mexerica.
Asas, de filme ou de ave. 
Os cachos dele embaraçando no cílio meu. 
Saudade. Lembrança, o abraço.







Fotografia | Lígia Torres

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O som

Pinga a chuva, o dia todo silencia pingo a pingo. Lento, como lenta a saudade contribui para a solidão das gotas...

















Fotografia | Tallita

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Entre as tuas aspas



Ainda sinto a
  sensação estranha quando ouço
 chamarem alguém com o nome igual ao teu. 
Viro-me instintivamente para atender, 
como se fosse eu.





Fotografia: Maria Antonieta, o filme.

quarta-feira, 14 de março de 2012

tum tum








"Cabem 78 Chinas inteiras no meu peito quando ouço teu nome. Todos os chinêizinhos falando e falando mandarim... Dentro de mim."





A imagem foi colhida em um tumblr.
Infelizmente não consegui descobrir a autoria.

terça-feira, 6 de março de 2012

Nos olhos da palavra

Que há a tristeza e a alegria, isso há. Mas ao longo delas, outros sentimentos meandros que as significam. Geralmente é deles que escrevo.

 Fotografia: Ziris


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pequeno Deus

Passarinho pendurado de ponta cabeça no bebedouro. Visto assim, Deus é uma criança!













Fotografia - Mariana Gouveia

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Violetas na chuva

É que quando as pestanas de uma mamãe se deitam assim tão demoradamente para o mundo, na verdade, elas estão tecendo outra ternura, sabe? Porque para mim, mães quando morrem, ficam violetinhas. Piscando aveludadas em seus vasinhos. Esperando as regas diárias de saudade para existir para sempre.



Pela mamãe de uma grande amiga.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Flying bag

 
Acredito em muita coisa mas na poesia acredito mais.
                              

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012